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HMC cria núcleo especializado em tratamento de pacientes epiléticos

O “Dia Roxo”, celebrado em 26 de março, marca o esforço mundial em prol da conscientização sobre a epilepsia. Para celebrar a data, o Hospital Márcio Cunha (HMC), administrado pela Fundação São Francisco Xavier (FSFX), anunciou a criação de um núcleo especial para o tratamento de epilepsia que contará com serviço especializado e focado nas necessidades do paciente. Calcula-se que no Brasil existem três milhões de pessoas portadoras de epilepsia e que a cada ano 200 mil novos casos podem surgir. No Vale do Aço, cerca de 10 mil pessoas convivem com a síndrome.

Segundo o médico neurocirurgião do HMC, Rafael Fonseca de Queiroz, o novo núcleo prestará um serviço especializado. “A epilepsia é uma doença crônica em que existe uma alteração na atividade elétrica das células cerebrais, causando crises epilépticas. Essas crises podem ter manifestações clínicas diversas, algumas com o quadro típico da convulsão, mais conhecida pela população, porém, em alguns casos, essas crises podem ter manifestações sutis. Com a criação de um centro especializado para o tratamento da doença, o Hospital Márcio Cunha oferecerá o que há de mais moderno. Cerca de 25% das pessoas com epilepsia são resistentes ao controle de crises apenas com o uso de medicações. Nesse caso, o paciente pode se beneficiar por meio do tratamento neurocirúrgico ou mudanças alimentares”, revela Rafael.

 

DIA ROXO

Anualmente, no Dia Mundial de Conscientização sobre a Epilepsia, o Dia Roxo, pessoas e instituições de vários países se dedicam para desmistificar a epilepsia e seus sintomas. A data foi criada em 2008, por Cassidy Megan, uma criança com nove anos, na época, de Nova Escócia, no Canadá, com a ajuda da Associação de Epilepsia da Nova Escócia (EANS). A cor roxa foi escolhida em referência à flor de lavanda, frequentemente associada ao sentimento de solidão e de isolamento, sensações que causam muito mais sofrimento do que a própria crise convulsiva de quem tem epilepsia

O objetivo é mostrar que as pessoas com epilepsia, de qualquer lugar do mundo, jamais deverão se sentir sozinhas. “Há muito tempo a condição tem sido estigmatizada devido aos seus sintomas que, por diversas vezes, são vistos por algumas pessoas como perturbações espirituais. Iniciativas como o Dia Roxo são de extrema importância para mostrar que a epilepsia é uma doença séria e que as crises devem ser tratadas corretamente para que o paciente consiga ter uma boa qualidade de vida”, conclui o neurocirurgião.