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HMC realiza segundo ciclo de aplicação do Palivizumabe

A Fundação São Francisco Xavier, por meio do Hospital Márcio Cunha (HMC), finaliza este mês, o segundo ciclo de aplicação do Palivizumabe. O medicamento, disponibilizado pelo Ministério da Saúde, é indicado para tratamento de bebês e crianças que tenham mais probabilidade de desenvolver doenças respiratórias e infecções causadas pelo Vírus Sincicial Respiratório (VSR). O HMC tornou-se pólo de aplicação do medicamento em 2018, trazendo alívio para os pacientes do Vale do aço que antes tinham de ser encaminhados para unidades hospitalares em Governador Valadares e Belo Horizonte.

Segundo o protocolo estadual, tem direito ao uso do medicamento, crianças prematuras nascidas com idade gestacional de até 28 semanas e com idade inferior a um ano. E ainda crianças com idade inferior a dois anos, com doença pulmonar crônica da prematuridade, displasia broncopulmonar ou doença cardíaca congênita com repercussão hemodinâmica demonstrada. A doença cardíaca pode surgir nas primeiras oito semanas de gestação, quando se forma o coração do bebê e é identificada a partir de qualquer anormalidade na estrutura ou função do coração

São disponibilizadas pelo Ministério da Saúde até cinco doses de Palivizumabe por criança. As aplicações são realizadas a cada 30 dias, no período de maior circulação do Vírus Sincicial Respiratório. Desde que começou a realizar as aplicações, em janeiro de 2018, o Hospital Márcio Cunha já atendeu 74 pacientes que se enquadram nos critérios, evitando que as infecções evoluam de um resfriado comum para quadros de bronquiolite e pneumonia.

Para o enfermeiro da UTI Neonatal do HMC, Márcio Loureiro da Silva, o credenciamento do hospital como polo de aplicação do medicamento e a capacitação da equipe demonstram o compromisso da Instituição em assegurar o melhor e mais completo tratamento para os pacientes. “O Vírus Sincicial Respiratório é um dos principais causadores das infecções respiratórias agudas no primeiro ano de vida e o Palivizumabe é o principal aliado no tratamento de infecções respiratórias em bebês e crianças de até dois anos. Felizmente, graças a uma demonstração contínua da excelência no atendimento, conseguimos o credenciamento junto ao Ministério da Saúde para que os nossos pacientes recebessem as doses do medicamento em nossa unidade, trazendo mais conforto, comodidade e segurança no tratamento dessas infecções”, explica Márcio.

 

SOBRE O PALIVIZUMABE

O Palivizumabe é um anticorpo que atua na imunização da infecção pelo Vírus Sincicial Respiratório (VRS). O vírus pode ser o responsável por até 75% das bronquiolites e 40% das pneumonias durante o período de frio. A prematuridade é um dos principais fatores de risco para hospitalização pelo VSR, que atinge o trato respiratório pelo contato íntimo de pessoas infectadas ou por meio de superfícies ou objetos contaminados.

Bebês com menos de seis meses de idade, principalmente prematuros, crianças com doença pulmonar crônica da prematuridade e cardiopatas correm mais risco de desenvolver infecção respiratória mais grave. A taxa de mortalidade de crianças nessa situação ultrapassa os 3%, comparada a uma taxa de 0,5% na população previamente sadia. Em geral, cinco doses anuais do Palivizubame são suficientes para promover a proteção dessas crianças durante o período de maior circulação do vírus.