De volta pra casa e com saúde

Dois pacientes do Hospital Márcio Cunha com quadro de Febre Amarela recebem alta

Em meio à preocupação com o surto de Febre Amarela em regiões não muito distantes do Vale do Aço e a grande ansiedade da população provocada pela busca nos postos de saúde pela vacina, uma boa notícia. O Hospital Márcio Cunha (HMC) registrou alta hospitalar para dois pacientes que estavam internados com todos os sintomas da doença. Além deles, outros pacientes (inclusive uma criança) já se encontram em planejamento de alta, de acordo com o plano terapêutico bem sucedido.
Moradores da comunidade rural Imbé de Minas, os dois pacientes deram entrada na instituição no último domingo, transferido pelo Sistema Único de Saúde (SUS) de um hospital de Caratinga. Em casos assim, de pacientes de regiões endêmicas, mesmo com sintomas de mal-estar e dores no corpo semelhantes ao da forma branda da Febre Amarela, o monitoramento do paciente internado no HMC é constante, acompanhado com hidratação através de soros e a realização de exames específicos.
“Cerca de 80% das vezes, a doença regride e o organismo cura-se sozinho. Além de mal-estar e dores no corpo, náuseas, vômitos e diarreia também podem ocorrer e em um período de 5 a 6 dias há uma melhora espontânea. Porém, em cerca 20% dos casos, o paciente evolui para as formas mais graves da doença. Os sintomas ficam mais graves e passam a comprometer vários órgãos do organismo, levando os pacientes à morte em metade desses casos”, explica o Dr. Aloísio Bemvindo, médico infectologista do Hospital Márcio Cunha.
Em um dos pacientes, foi verificado ainda nos primeiros exames índices positivos para o vírus da dengue, que é muito parecido com o da Febre Amarela. Somente os resultados dos exames sorológicos – de ambos os casos, que foram enviados para Belo Horizonte e analisados pela Fundação Ezequiel Dias, afirmarão em alguns dias se os pacientes foram ou não contaminados pelo vírus da Febre Amarela.
A Fundação São Francisco Xavier e o Hospital Márcio Cunha estão atentos ao crescimento do número de casos e já traçaram fluxos e protocolos específicos para esses atendimentos, com equipes preparadas tanto para a forma branda da doença quanto para a forma mais grave.
“Não existe tratamento para a eliminação da Febre Amarela, com remédios que matem o vírus. Por isso, esses pacientes são tratados aqui de maneira intensiva, com hidratação através de soros. Nos casos suspeitos classificados como graves, com hemorragias, por exemplo, nossas equipes contam ainda com recursos avançados para serem aplicados, como realização de transfusões de sangue, monitores de pressão, ventiladores mecânicos para auxílio na respiração, alimentação através de sondas, realização de hemodiálise, entre outros”, reforça o Dr. Mauro Oscar Soares de Souza Lima, superintendente Geral de Hospital da Fundação São Francisco Xavier, braço social da Usiminas que administra o HMC.
 

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