Dando continuidade à campanha institucional “Ano da Saúde em Movimento”, a equipe de Nutrição do Hospital Márcio Cunha (HMC) preparou, nesta semana, um conteúdo informativo sobre os riscos associados ao consumo de bebidas energéticas.
O consumo desses produtos tem crescido, especialmente entre pessoas que buscam aumento rápido de disposição para enfrentar longas jornadas de trabalho ou melhorar o desempenho em atividades físicas. Embora promovam sensação imediata de alerta e redução da fadiga, esses efeitos são temporários e podem vir acompanhados de prejuízos importantes ao organismo.
Entre os principais impactos estão a desidratação, irritação gastrointestinal e piora da qualidade do sono. Além disso, o consumo frequente pode contribuir para o desenvolvimento de deficiências nutricionais.
A elevada concentração de cafeína é um dos principais fatores de risco. O consumo frequente está associado a sintomas como ansiedade, insônia, irritabilidade, taquicardia e aumento da pressão arterial. Outro ponto de atenção é o chamado “efeito rebote”, caracterizado por uma queda acentuada da disposição após o estímulo inicial.
Do ponto de vista nutricional, a cafeína interfere diretamente na absorção de minerais essenciais, como ferro, cálcio e magnésio, além de estimular a excreção desses nutrientes pelo organismo. Como consequência, pode aumentar o risco de anemia, favorecer desequilíbrios musculares e contribuir para a redução da densidade óssea, elevando o risco de osteopenia e osteoporose, especialmente quando associado a uma alimentação inadequada.
É importante destacar que os energéticos não são a única fonte de cafeína na alimentação. A substância também está presente em itens amplamente consumidos no dia a dia, como café, chás (preto, verde e mate), suplementos pré-treino, refrigerantes à base de cola, chocolates e alguns medicamentos. Assim, a ingestão total pode ser facilmente subestimada, aumentando o risco de consumo excessivo e de efeitos adversos.
Diante disso, o consumo deve ser feito com cautela. Considerar todas as fontes de cafeína ao longo do dia e priorizar uma alimentação equilibrada são medidas essenciais para manter níveis seguros de ingestão e garantir mais saúde e qualidade de vida.
TEXTO ESCRITO PELA NUTRICIONISTA, DÉBORA CRISTINA ALVES ARAÚJO.