Comum na infância, a seletividade alimentar é caracterizada pela recusa ou aceitação limitada de determinados alimentos.
Embora, na maioria dos casos, represente uma fase passageira do desenvolvimento, quando intensa e prolongada pode trazer prejuízos nutricionais e influenciar os hábitos alimentares na vida adulta.
A infância é considerada o período mais importante para a formação das preferências alimentares. É nessa etapa que a criança constrói sua relação com a comida, aprende a aceitar diferentes sabores, texturas e preparações e desenvolve hábitos essenciais para a saúde.
Crianças seletivas tendem a se tornar adultos com padrões alimentares limitados, com baixa variedade de alimentos, especialmente frutas, verduras e fontes de proteína.
Isso aumenta o risco de inadequações nutricionais, podendo contribuir, a longo prazo, para o desenvolvimento de doenças crônicas, como obesidade, anemia e outras carências nutricionais.
Dessa forma, o cuidado com a alimentação na infância vai além do momento presente. Trata-se de um investimento na saúde a longo prazo, promovendo autonomia, variedade alimentar e uma relação mais saudável com a comida ao longo de toda a vida.
TEXTO ELABORADO PELA NUTRICIONISTA, CLÁUDIA MARA C. LIMA.