CONHEÇA A HISTÓRIA DE RESSIGNIFICAÇÃO DE CAMILA APARECIDA DE FIGUEIREDO BRAGA
A história da colaboradora Camila Aparecida de Figueiredo Braga, Coordenadora Administrativa de Pessoal, Organização e Remuneração, é marcada por ressignificação, força e movimento. Natural de Belo Horizonte, antes de ingressar na Fundação, ela enfrentou um dos momentos mais difíceis de sua vida: a perda do filho, ainda com menos de um ano de idade, em decorrência de uma cardiopatia.
O período de luto exigiu aprender a viver com a ausência. Para Camila, o amor se transformou em permanência. “Não existe dor maior do que perder um filho, mas também não existe amor mais eterno do que aquele que continua pulsando por ele, mesmo com a distância entre o céu e a terra”, relata.
Algum tempo depois, surgiu a oportunidade de trabalhar na Fundação, inicialmente na unidade de Ipatinga. Poucos meses após a chegada, Camila engravidou novamente, iniciando um novo capítulo em sua trajetória. A maternidade, mais uma vez, trouxe consigo sentimentos intensos, agora atravessados pela memória, pelo amor e pela esperança. “Eu sigo por ele, e a cada passo que dou, sei que ele continua comigo, invisível aos olhos, mas eterno no meu coração”, afirma.
O nascimento da filha trouxe novos significados. Camila define esse momento como um arco-íris após a tempestade. “Depois da tempestade, foi ela que trouxe de volta o brilho, a esperança e a alegria em tons que eu já não sabia mais enxergar”, conta.
Depois de alguns anos, Camila retornou para Belo Horizonte, mas o processo de reconstrução continuou. Para ela, o luto também envolve movimento. Um convite de uma amiga marcou o retorno à corrida, prática que já fazia antes da perda, mas havia interrompido. “A partir daquele dia, nunca mais parei de correr”, relembra.
Desde então, Camila já participou de diversas meias-maratonas e segue evoluindo no esporte. Para ela, a prática vai além do exercício físico. “A dor não vai passar, mas a vida continua. Precisamos atravessar a dor para também contribuir com as histórias de outras pessoas”, reflete.
A experiência com a corrida também a levou a participar de um processo de pesquisa de doutorado no maior centro de avaliação em biomecânica da América Latina, na Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG). Durante o estudo, foram avaliadas características biomecânicas e os impactos da corrida no corpo. “Essa experiência me fez, mais uma vez, refletir sobre os objetivos da corrida na minha vida, fortalecendo ainda mais esse propósito”, destaca.
Sempre que vem à unidade de Ipatinga, Camila incentiva a equipe a praticar atividades físicas. Sempre que possível, correm juntos ou vão à academia. Entre as mensagens que costuma compartilhar, uma se tornou marca registrada: “Precisamos transpirar os problemas”.
Por meio do exemplo, ela reforça a importância do cuidado com o corpo e com a mente, mostrando que o movimento pode ser um importante aliado no processo de reconstrução e bem-estar.