CONHEÇA A HISTÓRIA DE RECOMEÇO DE NILMA MAYRINK DA SILVA

O esporte sempre fez parte da vida de Nilma Mayrink da Silva, colaboradora da Fundação São Francisco Xavier (FSFX) há 11 anos. Ao longo dessa trajetória, atuou durante 7 anos no Serviço Social e, atualmente, integra a equipe do Diagnóstico por Imagem, na Mamografia.

Mas foi por meio de um verdadeiro recomeço que ela descobriu ainda mais a importância da atividade física. Após ser diagnosticada com a Síndrome de Guillain-Barré e precisar reaprender a andar, encontrou na força de vontade, na fé e no movimento os aliados para retomar sua rotina e voltar a fazer o que mais gosta: correr, pedalar e viver ativamente.

Antes do diagnóstico, Nilma já mantinha uma rotina marcada pela prática de atividades físicas. Caminhadas, pedaladas, corridas e treinos na academia faziam parte do seu dia a dia. Há cerca de 12 anos, passou a frequentar academia regularmente, conciliando exercícios aeróbicos, musculação e corrida, além de participar de atividades esportivas com grupos de treinamento.

No entanto, em agosto de 2021, sua vida foi completamente transformada após o diagnóstico da Síndrome de Guillain-Barré, um distúrbio autoimune raro em que o próprio sistema imunológico ataca os nervos periféricos, responsáveis por conectarem o cérebro e a medula espinhal ao restante do corpo. A doença comprometeu os movimentos da cintura para baixo e interrompeu completamente sua rotina. “Eu pedalava mais de 120 quilômetros, corria e fazia academia. De repente, tudo parou. Minha vida parou.”

A doença exigiu internação durante dez dias. Após receber alta, ela precisou enfrentar um desafio ainda maior: reaprender a andar. “Quando saí do hospital, tive que aprender a andar novamente. No início, precisava estar sempre com alguém ao meu lado, porque corria o risco de cair.”

A recuperação aconteceu de forma gradual, com o acompanhamento da equipe de fisioterapia e neurologia. Em dezembro de 2021, Nilma recebeu autorização para retornar à academia, inicialmente com exercícios leves e caminhadas supervisionadas. “Voltei para a musculação para fortalecer os músculos. Aos poucos fui retomando as caminhadas, depois a corrida leve, e fui evoluindo.”

Com persistência e dedicação, cada avanço passou a representar uma conquista. Aos poucos, ela recuperou a confiança, fortaleceu o corpo e retomou atividades que antes pareciam impossíveis.

Atualmente, Nilma participa de corridas de rua, integra grupos de corrida, faz musculação três vezes por semana e mantém o ciclismo entre suas atividades favoritas nos fins de semana.

Em 2026, conquistou mais um importante marco ao participar da Meia Maratona de Belo Horizonte. “Graças a Deus, este ano participei da Meia Maratona de Belo Horizonte. Também continuo pedalando, participando de corridas e aproveitando a natureza. Estar em movimento faz parte da minha vida.”

Para ela, a atividade física foi determinante durante todo o processo de recuperação. “Os médicos, a neurologista e a fisioterapeuta me explicaram que a prática de atividades físicas antes da doença contribuiu para a minha recuperação. Ela foi muito rápida, e acredito que minha força de vontade e o esporte fizeram toda a diferença nesse processo.”

Por isso, Nilma faz questão de compartilhar sua experiência e incentivar outras pessoas a adotarem hábitos mais saudáveis. “Eu falo para todo mundo: pratiquem atividade física. Ela salva vidas. Hoje eu sinto a diferença quando não consigo me exercitar. Meu corpo sente falta. A atividade física melhora a saúde, o bem-estar e a qualidade de vida.”

Movida pela fé e pela gratidão, ela reconhece os pilares que a ajudaram a superar um dos momentos mais difíceis de sua vida. “Primeiro foi Deus, que esteve comigo o tempo todo. Depois, a atividade física, que me ajudou a recuperar minha vida.”

A história de Nilma reforça a proposta do Ano da Saúde em Movimento, mostrando que o cuidado com a saúde pode fazer a diferença em todas as fases da vida. Sua trajetória demonstra como a atividade física, aliada à perseverança, pode contribuir para a recuperação, fortalecer a qualidade de vida e inspirar outras pessoas a seguirem em movimento, independentemente dos desafios encontrados pelo caminho.

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