A ansiedade influencia diretamente na alimentação, e essa relação acontece nos dois sentidos. Situações de estresse, medo ou sobrecarga fazem o corpo liberar hormônios que afetam o apetite e o funcionamento do cérebro. Isso pode provocar tanto perda de fome quanto aumento da vontade de comer, especialmente doces e alimentos gordurosos, que trazem alívio rápido, porém momentâneo.
Por outro lado, uma alimentação desorganizada pode intensificar a ansiedade. A falta de nutrientes essenciais prejudica o funcionamento do sistema nervoso, interfere no humor
e compromete o sono. Além disso, a saúde intestinal tem papel direto nas emoções, reforçando a conexão entre corpo e mente.
Cuidar da alimentação vai além de escolher o que comer. Envolve criar rotina, manter equilíbrio, observar hábitos e compreender a relação com a comida. Uma alimentação estruturada e nutritiva, aliada ao autocuidado e ao acompanhamento profissional, contribui para a saúde física, auxilia no controle da ansiedade e melhora o bem-estar emocional.
TEXTO DA NUTRICIONISTA ANA LUÍSA ANDRADE.