A trajetória de Claudineia de Castro Vaz na Fundação é marcada por superação, fé e transformação pessoal. A colaboradora do setor de Diluição de Produtos no hospital conta que o desejo de trabalhar na Instituição sempre existiu, mas vinha acompanhado de muitos receios.
Segundo Claudineia, alguns comentários sobre atuar em um ambiente hospitalar a desanimavam. “Eu sempre pedia para levarem meu currículo, mas ninguém apoiava”, relembra. A frustração, somada a dificuldades pessoais, acabou contribuindo para o início de um quadro de depressão. “Eu me isolei, não queria sair de casa, só ficava no quarto”, conta.
A mudança começou de forma inesperada. Ao encontrar uma conhecida, Claudineia recebeu o incentivo que precisava para participar de um processo seletivo da Fundação. Ela entregou seu currículo, foi chamada para a entrevista com a encarregada e, desde então, já soma quase um ano de trabalho no hospital.

A fé também teve papel importante nesse momento. “Fiz um propósito com Deus: ‘Se for da tua vontade, eu vou trabalhar no hospital’”, relata. Ao descobrir que atuaria no setor de Diluição de Produtos, a surpresa veio acompanhada de gratidão. “Eu pensava: ‘Senhor, o senhor me trouxe até aqui, agora pra onde vai me levar?’ Quando soube do setor, achei que não merecia tanto.”
Moradora de Revés do Belém, uma cidade mais afastada, Claudineia acreditava que teria poucas oportunidades. Ainda assim, persistiu. “Não desistir e insistir. A Fundação me curou”, afirma.
Hoje, ela se define como uma pessoa diferente. “Estou feliz, mais extrovertida. Se eu estivesse em casa, talvez não estivesse viva. Aqui fiz amizades, gosto muito do meu trabalho. Não existe tristeza. Estou aqui para dar o meu melhor”, finaliza.
Histórias como a de Claudineia reforçam o papel da Fundação não apenas como Instituição de trabalho, mas também como um espaço de acolhimento, desenvolvimento humano e movimento na vida das pessoas.