Ansiedade na infância: Entenda os principais sintomas

Tempo de leitura: 6 minutos.

A ansiedade infantil pode ter origem em diversos fatores e desencadear reflexos negativos na vida adulta, se não tratada corretamente. Por isso é importante identificar a origem e os sintomas, para buscar a melhor forma de tratamento. 

De modo geral, as crianças sinalizam quando algo não está bem, no entanto, é preciso ficar atento a mudanças sutis do comportamento. O entendimento e diagnóstico precoces são fundamentais para que a criança seja acompanhada corretamente e tenha uma vida normal e saudável. 

Neste post você vai entender o que é a ansiedade infantil, suas características e sintomas. Continue lendo e veja a importância do acompanhamento médico com o profissional da saúde, além de formas de tratamento!

O que é ansiedade infantil e possíveis causas?

É uma reação em forma de transtorno que altera o emocional da criança diante de situações que sugerem alguma ameaça. Com isso, há uma alteração no comportamento que pode resultar em uma postura defensiva, pela dificuldade que a criança tem de compreender o que sente e onde, de fato, reside o perigo.

Diversos fatores contribuem para o estado de ansiedade nas crianças, que podem estar associados ao núcleo familiar ou social, e que surgem de percepções e vivências que, muitas vezes, como a criança não consegue verbalizar o que está sentindo ou pensando, gera uma reação instintiva. Pode estar associado ao medo de animais, separação dos pais, timidez, medo do escuro, perda do convívio com um ente querido, dentre outras possíveis causas.

Quais são os sintomas?

Os sintomas são variáveis, e podem ocorrer em sequências ou alternados, com pouca ou muita frequência, com maior ou menor intensidade e com duração também variável. É importante se atentar ao grau de prejuízo funcional que estão causando. Conheça alguns dos sintomas que podem estar associados à ansiedade infantil:

  • Alterações no apetite;
  • Dificuldades no sono;
  • Queda no rendimento escolar;
  • Desmotivação;
  • Medos e preocupações excessivas;
  • Dores de cabeça;
  • Tonturas;
  • Retraimento social;
  • Oscilação de humor;
  • Irritabilidade ou apatia;
  • Medo ou receio de contato com algum animal específico;
  • Irritabilidade;
  • Choro sem motivo aparente;
  • Dificuldade para dormir;
  • Agitação em excesso;
  • Pesadelos noturnos;
  • Agressividade repentina;
  • Dificuldade de concentração;
  • Retomada de hábitos – chupar dedo, chupeta, xixi na roupa.

Como os pais/responsáveis devem lidar com a ansiedade dos filhos/crianças?

Os pais e/ou responsáveis são as pessoas diretamente ligadas à criança e que conhecem melhor o comportamento. Por isso, é fundamental observar qualquer alteração ou sintoma que sugere a existência de um quadro de ansiedade infantil. Comportamentos diferentes dos habituais, como isolamento da criança (mesmo em casa), birras constantes e crises de choro incontroláveis são um alerta para a ansiedade infantil. Não se deve reagir com impaciência diante desses comportamentos, e sim buscar por ajuda profissional para distinguir os patológicos daqueles que estão ligados a comportamentos normais da infância. Um psicólogo poderá auxiliar nesse momento e, além de diagnosticar a ansiedade, a terapia previne a interpretação incorreta de mensagens transmitidas pelos adultos (por vezes, repassadas inconscientemente) e possíveis traumas que podem se formar nessa fase. 

Como reagir em uma crise de ansiedade da criança? 

Quando a criança entra em crise, os pais e/ou responsáveis têm o importante papel de estabilizá-la emocionalmente. A criança não consegue entender o que está acontecendo com ela, e, mesmo após vivenciar crises repetidas de ansiedade e ter um pouco de consciência sobre os sintomas e sensações, ainda não compreende na sua totalidade. 

Ao perceber comportamentos atípicos, não tente evitar ou impedir a criança de dar vazão aos sentimentos. Busque entender de onde vem o possível trauma e proporcione atividades de relaxamento, para que a criança consiga extravasar e até mesmo expressar o que está sentindo. É preciso acolher a criança, respeitar seus sentimentos e mostrar que estão ali para ajudá-las.

Uma outra estratégia é tentar distraí-la com conversas e questionamentos sobre assuntos diversos e preferências, somado aos cuidados de retirar brinquedos que possam machucá-la, evitar contato físico imediato (dependendo da situação) e permanecer com ela durante toda a crise.  

Ao perceber qualquer sintoma, o melhor caminho é buscar ajuda. Os profissionais especialistas estão acostumados a lidar e tratar a ansiedade infantil.

Qual o papel da equipe multidisciplinar no tratamento?

O diagnóstico e tratamento precoce são essenciais e evitam repercussões negativas para a criança, na infância e na vida adulta. O tratamento da ansiedade na infância é eficaz com o uso de medicamentos apropriados, associados à psicoterapia, em especial a terapia cognitiva comportamental. A visita ao médico não deve ser razão para apreensão ou medo dos pais e responsáveis, mas a certeza de contar com apoio de quem entende das causas e sintomas da ansiedade infantil. 

O ideal é ter uma equipe multidisciplinar para que, além do diagnóstico, encontrem juntos a melhor forma de controlar a ansiedade infantil e prevenir novas crises, devolvendo à criança o senso de autoconfiança e de que vai ficar tudo bem. 

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Referências:

FUNDAÇÃO OSWALDO CRUZ. Ansiedade em crianças: Um olhar sobre transtornos de ansiedade e violências na infância. 2007. Disponível em: <http://www5.ensp.fiocruz.br/biblioteca/dados/txt_530050460.pdf>. Acesso em: 11 Fev. 2021.

MELO, B.A.D, LIMA, A.C.R. A efetividade da terapia cognitivo-comportamental na redução da ansiedade infantil. 2019. Disponível em: <https://psicodebate.dpgpsifpm.com.br/index.php/periodico/article/view/V6N1A15/423>. Acesso em: 11 Fev. 2021.

SILVA, W.V, FIGUEIREDO, V.L.M. Ansiedade infantil e instrumentos de avaliação: uma revisão sistemática. 2005. Disponível em: <https://www.scielo.br/j/rbp/a/bk7RtjN74PFV5dRNPvzhnXj/?format=pdf&lang=pt>. Acesso em: 11 FEV. 2021.

SOCIEDADE BRASILEIRA DE PEDIATRIA. Transtornos ansiosos na infância e adolescência: aspectos clínicos e neurobiológicos. 2004. Disponível em: <https://www.scielo.br/j/jped/a/pqwnF9Bd83TVpKVYWNDwY4C/?lang=pt&format=pdf.> Acesso em: 11 Fev. 2021.

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