Atividades físicas para portadores de necessidades especiais (PNE)

Um dos maiores desafios para quem é portador de alguma necessidade especial é iniciar ou dar prosseguimento à prática de atividades físicas. Colocar-se em movimento e exercitar o corpo diminui as limitações e promove maior autonomia para essas pessoas, gerando melhora significativa da saúde e do bem-estar, desenvolvendo as relações sociais e a autoestima.

Dando início às atividades físicas

Do mesmo modo como ocorre com a maioria das pessoas, é fundamental que o portador de necessidades especiais inicie as práticas de atividades físicas paulatinamente e com indicação de um médico. Independentemente da modalidade esportiva escolhida, a pessoa que está começando a se exercitar após longo período de sedentarismo deve realizar sessões diárias de até 30 minutos. À medida que o tempo passar, a pessoa pode aumentar o tempo de atividade. Também é indispensável que a modalidade escolhida proporcione prazer ao praticante, já que o esporte envolve muito mais do que o movimento do corpo, abrangendo também emoções e interações com outras pessoas.

Modalidades esportivas indicadas para PNE:

Natação – Considerado um esporte completo, uma vez que coloca todos os músculos em movimento, dependendo do tipo de necessidade especial, é necessário o acompanhamento de um profissional especializado. Para cadeirantes, a sensação de estar “flutuando” sobre a água é particularmente calmante e agradável, já que essas pessoas têm de suportar seus próprios pesos apenas com a parte superior do corpo no dia a dia.

Ciclismo – Pessoas com limitações de visão podem utilizar bicicletas adaptadas para o uso em duplas e contar com o acompanhamento de alguém que conte com boa visão para auxiliá-las. Já os surdos devem pedalar com a companhia de outra pessoa ou mesmo de um cão-guia, para evitar acidentes. Finalmente, quem tem problemas associados aos membros (inferiores ou superiores) encontram bicicletas adaptadas.

Caminhada e corridaCadeiras de rodas podem passar por adaptações de modo a permitir corridas e “caminhadas”, que são bons exercícios aeróbicos. Quem apresenta limitações visuais ou auditivas, totais ou parciais, devem contar com a companhia de uma pessoa sem essas limitações ou de um cão-guia. Para quem utiliza muletas, a caminhada é um ótimo meio de fortalecer a musculatura das pernas e consolidar a cicatrização de ossos e cartilagens.

Musculação – A musculação é muito importante para aquelas pessoas que apresentam alguma limitação nos membros, de forma a fortalecê-los e não sobrecarregar certas partes do corpo. Para cegos e surdos, a musculação se configura também como uma oportunidade de socialização, estimulando-os a se comunicarem. Não podemos esquecer que a musculação deve seguir o plano traçado por um profissional de educação física para que não haja excessos ou lesões.

Ioga – A ioga combina exercícios que trabalham força, respiração, alongamento, resistência e concentração. Principalmente para pessoas como limitações auditivas e visuais, a ioga é uma excelente ferramenta para desenvolver o autoconhecimento e o equilíbrio.

Dança – Ótimo exercício aeróbico, a dança também promove interações sociais entre os participantes, auxiliando na inclusão do portador de necessidades especiais. Ainda que se trate de uma pessoa sem audição, é possível dançar ao acompanhar as vibrações provocadas pela música.

Necessidade especial não é deficiência

A prática esportiva é uma evidente demonstração de que o portador de necessidades especiais é capaz de grandes feitos, superando, inclusive, pessoas sem limitações físicas aparentes. Prova disso é o nadador Daniel Dias, maior medalhista paraolímpico do Brasil. Se você possui alguma necessidade especial, inspire-se em Daniel e perceba que tudo que precisamos é de condições adequadas para desenvolvermos todo o nosso potencial. Se você quiser conhecer melhor a história de nosso maior campeão paraolímpico, clique aqui.

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