Como ajudar quem sofreu um acidente vascular cerebral

O Acidente Vascular Cerebral (AVC), conhecido também como derrame cerebral, possui dois tipos, sendo que ambos são caracterizados por alterações em vasos, veias e artérias responsáveis pela irrigação do cérebro.

O primeiro deles, o Acidente Vascular Isquêmico, é caracterizado pela obstrução de uma ou mais artérias responsáveis pela irrigação do cérebro. É mais comum em pessoas mais velhas ou portadores de problemas vasculares, diabetes, hipertensão arterial, colesterol elevado e fumantes.

Já o Acidente Vascular Hemorrágico é definido pelo rompimento de veias ou artérias na região cerebral, devido a quadros de hipertensão arterial, problema de coagulação sanguínea, entre outros. Pode ocorrer em pessoas de qualquer idade, inclusive recém-nascidos e sua evolução é mais grave.

Em ambos os casos, pode haver consequências como dificuldade motora, sensorial, visual, da fala, de memória, entre outros. Na maioria das vezes, o indivíduo que sofreu o AVC tem paralisia em um dos lados do corpo, podendo ficar com a boca torta, perder o equilíbrio e outros sintomas. A depressão é outro desdobramento comum, mas neste caso não afeta somente o paciente, pode afetar também a família.

À família, amigos e pessoas próximas, cabe entender o quadro desta pessoa e buscar auxílio profissional para auxiliá-lo

Uma das formas de melhorar a qualidade de vida de pessoas afetadas pelo AVC é  por meio da reabilitação. O objetivo da reabilitação é ajudar o indivíduo a recuperar a independência, reensinar as capacidades perdidas e ensinar novas formas de realizar tarefas, caso tenha ficado com qualquer tipo de limitação. A reabilitação é realizada por uma equipe multidisciplinar, podendo ser composta por fisioterapeuta, fonoaudiólogo, nutricionista, oftalmologista, terapeuta ocupacional, psicólogo e outros profissionais da saúde de acordo com a demanda de cada indivíduo.

Apesar disso, mesmo que possua orientação profissional  é importante que a família saiba executar tarefas básicas como oferecer o alimento administrar os medicamentos, dar o banho, realizar cuidados de higiene e conforto.

É importante também dar carinho, atenção e não perder a alegria de viver, pois o estado de espírito da família será absorvido diretamente pelo indivíduo que utilizará destes sentimentos em seu processo de recuperação.

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