Copinho: um novo jeito para lidar com a menstruação

Muitas mulheres se sentem desconfortáveis durante os dias em que estão menstruadas, seja pelo odor característico, pelas possíveis alergias de pele provocadas pelo contato com o fluido ou absorvente. Para essas pessoas, o coletor menstrual (chamado carinhosamente de “copinho”) pode ser uma ótima solução.

Apesar de não ser muito comum no Brasil, o copinho já é amplamente conhecido e utilizado em outros países, graças à sua praticidade e a outras vantagens quando comparado aos absorventes externos e internos. Vamos, a seguir, esclarecer as dúvidas mais comuns a respeito do coletor menstrual.

O que é?

Trata-se de um recipiente de silicone hipoalérgico e antibacteriano que se molda ao corpo e coleta o sangue da menstruação. Por ser muito maleável, ele é facilmente inserido na entrada do canal vaginal, ao contrário dos absorventes internos, que são colocados no fundo da vagina.

Como usar?

Para inserir o coletor menstrual no canal vaginal, deve-se pressionar as suas bordas de maneira que ele fique dobrado no formato da letra “C”. Uma vez colocado, ele se abre e se ajusta ao corpo. Para se assegurar de que o copinho está totalmente aberto no interior do canal, pode-se tatear toda a sua volta para verificar se ainda há alguma parte dobrada. Se for esse o caso, basta retirá-lo e repetir o processo de colocação até que ele fique devidamente posicionado. Em geral, as marcas disponíveis no mercado oferecem dois tamanhos de coletores, um para mulheres que não tiveram filhos e outro para as que já tiveram. Sua única restrição de uso vale para quem ainda não teve relações sexuais, pois o hímen pode se romper na hora de introduzir ou retirar o copinho, e para as puérperas (mulheres que tiveram filhos há menos de 40 dias).

Não há rico na reutilização?

O copinho pode ser reutilizado várias vezes durante a sua vida útil, que é de, aproximadamente, cinco anos, desde que ele seja devidamente higienizado após cada aplicação. Para uma limpeza eficiente do coletor, ele deve ser lavado com água fervente, sabão neutro e, em alguns casos, bicarbonato de sódio, dependendo do fabricante. Também é importante não exceder o tempo-limite que se pode permanecer com o copinho no corpo, que, normalmente, é de 12 horas.

E quanto ao odor?

Essa é uma das principais vantagens do copinho. Diferentemente dos absorventes comuns, ele não permite que o sangue menstrual entre em contato com o ar. Portanto, não há proliferação de bactérias e, consequentemente, não há odor.

Sangue não é sujeira!

É fundamental que a mulher derrube o tabu de que a menstruação é suja e indesejada. O sangue menstrual é totalmente limpo e faz parte da natureza feminina. Assim, não há problema em mantê-lo dentro do corpo (e do copinho) por várias horas.

O copinho vaza?

Durante as primeiras utilizações, pode haver algum pequeno vazamento e um leve desconforto pela falta de prática (normalmente causado pela colocação incorreta do coletor). Mas rapidamente a mulher se familiariza com o procedimento e os problemas acabam.

Vale a pena?

De maneira geral, a utilização do copinho é bem mais vantajosa em comparação aos absorventes convencionais. Com um preço médio de R$ 70,00, um copinho dura cerca de cinco anos, sendo um ótimo investimento e ecologicamente correto. Em termos de higiene e segurança, ele também leva vantagem, pois não produz bactérias, não exala mau cheiro e reduz consideravelmente as chances de infecção.

Portanto, talvez seja o momento para você experimentar uma nova forma de se relacionar com seu ciclo menstrual e conhecer o copinho.

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