Diferenças entre asma e bronquite

É muito comum encontrarmos pessoas que confundem asma com bronquite e vice-versa. Afinal, são doenças que apresentam sintomas parecidos e atacam o aparelho respiratório. Porém, as suas causas e tratamentos são diferentes. Por isso, é extremamente importante diferenciarmos uma da outra. A asma é uma doença genética e não tem cura. Ela causa inflamação crônica dos pulmões quando o indivíduo é exposto a alguns agentes externos, tais como poeira, ácaros, mudança repentina de temperatura, baixa umidade do ar e pelos de animais. As crises podem durar algumas horas ou dias e o asmático sente falta de ar, aperto no peito e emite um chiado característico. Para combater a asma, o ideal é combinar a medicação prescrita por um pneumologista, com a prática de exercícios físicos, principalmente os aeróbicos. As medicações mais indicadas são os broncodilatadores, que facilitam a entrada do ar, e os corticoides anti-inflamatórios, que diminuem a inflamação crônica. Já esportes como natação, corrida e spinning estimulam a capacidade respiratória naturalmente. Mas é preciso ter cuidado: a prática de atividades físicas sem o uso de medicamentos e sem a orientação de um profissional pode agravar o quadro e provocar violentas crises.

 

A bronquite, por sua vez, pode ser dividida em duas modalidades: a crônica, que é a inflamação prolongada dos brônquios, e o enfisema, que é caracterizado pela destruição dos alvéolos pulmonares. Diferente da asma, a bronquite não é uma doença genética. A sua principal causa é o tabagismo, mas também pode surgir como complicação de uma sinusite ou de uma amigdalite. As crises de bronquite podem durar várias semanas e, normalmente, continuam mesmo após o uso de broncodilatadores. Os sintomas mais comuns são o chiado típico e uma tosse persistente, que pode ser seca ou com a produção de muco. Não é comum haver febre, que é um fator que ajuda a diferenciar a bronquite de outras infecções, como a pneumonia. O tratamento contra a bronquite é realizado a partir de antibióticos, que combatem a infecção nos brônquios. Em casos crônicos, também pode ser necessária a utilização de broncodilatadores. O mais importante, porém, é livrar-se dos fatores causadores da doença, principalmente o cigarro. É fácil perceber, portanto, a importância de distinguir uma doença da outra, pois os tratamentos e prognósticos em longo prazo são bem diferentes. Caso sinta algum desses sintomas, procure um médico.

 

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