O que é a síndrome do pânico e como identificar?

Tempo de leitura: 6 minutos.

Conteúdo atualizado em 03/02/2022

O que leva uma pessoa a desenvolver a Síndrome do Pânico? Assim como as sensações, esse é um transtorno que pode surgir de repente e desencadear uma série de sentimentos desagradáveis, trazendo sintomas físicos e emocionais. 

A Síndrome do Pânico é uma doença mental muito comum, e estima-se que aproximadamente 4% da população mundial sofram com o transtorno, segundo a Organização Mundial da Saúde. Qualquer pessoa pode desenvolver a síndrome, da infância ao adulto, no entanto, sua manifestação pode ser mais comum na adolescência e início da vida adulta. Sem uma causa ou gatilho aparentes, pode ocorrer repetidamente, ao longo de um dia, ou criar espaços entre meses e anos.

Neste post você vai entender melhor o que é a Síndrome do Pânico, como acontece e quais são os sintomas. Continue lendo e veja o que pode desencadear o seu desenvolvimento, e como tratar a condição e ter mais qualidade de vida!

O que é a Síndrome do Pânico?

A Síndrome do Pânico é uma doença caracterizada por ataques repentinos de ansiedade aguda, que consistem em uma sensação de medo ou mal-estar intenso.

Uma crise de pânico é semelhante a um ataque cardíaco, e a pessoa pode sentir aumento nos batimentos, respiração acelerada, tontura e até dores no peito. Associado a tudo isso, vem a sensação de que está a um passo da morte. 

Por se parecer com um infarto, é comum as pessoas buscarem por um atendimento direcionado ao cardiologista e, ao identificarem que está tudo bem com sua saúde física, podem esquecer do assunto. Entretanto, os episódios podem se repetir de forma aleatória, desencadeando a síndrome do pânico.

Um agravante aos portadores da doença é que o impacto é tão forte que potencializa a preocupação com a ocorrência de novos ataques. Isto faz com que eles vivam sob constante insegurança, em sofrimento, comprometendo em muito sua qualidade de vida.

Não existe um consenso sobre as causa das crises de pânico, mas existem hipóteses de que alguns fatores estejam envolvidos como: situações estressantes extremas, traumas (acidentes, abuso, etc), fatores genéticos, depressão, ansiedade, baixa auto estima, sentimento de culpa, uso abusivo de medicamentos, álcool e drogas. E é uma Síndrome mais comum em mulheres, justificada possivelmente pela sensibilização feminina das estruturas cerebrais nos momentos de oscilação dos hormônios.

Quais são os sintomas da síndrome do pânico?

Além do característico medo contínuo sem um motivo concreto, a crise de Síndrome do Pânico vem acompanhada de sintomas físicos, como:

  • diarreia
  • falta de ar
  • respiração acelerada
  • dor no peito
  • dores de cabeça
  • medo de morrer
  • medo de dirigir
  • pavor de lugares fechados
  • arrepios e calores
  •  tontura
  • náusea
  • sudorese
  • muito calor ou muito frio
  • formigamento dos membros ou rosto
  • distanciamento da realidade
  • fraqueza nas pernas
  • taquicardia
  • medo de parar de respirar

Além dos sintomas citados durante a crise, os indivíduos costumam ter preocupação exagerada em relação à saúde, agorafobia: (medo de sair de casa, de estar em espaços públicos e ter contato com outras pessoas), depressão, ansiedade, medo do ataque de pânico.

Uma outra característica, relatada por quem já passou por uma crise de pânico é que, estava tudo normal e, repentinamente, os sintomas aparecem.

Como tratar a síndrome do pânico?

Uma crise de pânico pode alcançar sua intensidade máxima em até 10 minutos. As crises são curtas, mas, nesse período, o portador experimenta uma sequência de sensações muito ruins, desde a perda do autocontrole, a certeza de enlouquecimento iminente e de que está a um passo da morte.

A Síndrome do Pânico pode ser tratada através do uso de medicamentos e psicoterapia. Exercícios físicos também podem ser muito benéficos ao paciente portador da doença. Para diagnosticar a doença e definir a melhor forma de tratamento é preciso o apoio de um profissional da área de psiquiatria. Quanto antes o quadro for diagnosticado e tratado, maiores as chances de uma vida saudável e tranquila.

O diagnóstico é feito após um processo investigativo, de histórico e recorrência dos episódios. Fatos isolados, que geram crises pontuais de ansiedade não são suficientes para atribuir à Síndrome do Pânico.

O tratamento é variável, considerando a intensidade e os períodos de espaço entre uma crise e outra. Tanto o profissional especializado, quanto uma equipe multidisciplinar devem  acompanhar as reações aos medicamentos e intervenções recomendadas.

A melhora é gradativa e as crises tendem a ser cada vez menos frequentes, o que não quer dizer que sua não ocorrência signifique que não exista mais a Síndrome do Pânico. Por isso, parar o tratamento é uma decisão do profissional e da equipe envolvida, respeitada pelo paciente, preservando seu bem-estar e qualidade de vida.

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Referências:

SECRETARIA DE ESTADO DE JUSTIÇA E CIDADANIA DO DISTRITO FEDERAL. Gerência de Saúde Mental e Preventiva. Ataques de pânico e isolamento social. 2020. Disponível em: <https://www.sejus.df.gov.br/wp-conteudo/uploads/2021/01/Ataques-de-Panico-e-Isolamento-Social.pdf>. Acesso em: 25 Jan. 2021.

MINISTÉRIO DA SAÚDE. Transtorno do pânico. Disponível em: <https://bvsms.saude.gov.br/transtorno-do-panico/>. Acesso em: 10 Jan. 2022

SECRETARIA DE SAÚDE DO ESTADO DE SANTA CATARINA. Transtorno do pânico: Protocolo clínico. 2015. Disponível em: <https://www.saude.sc.gov.br/index.php/documentos/atencao-basica/saude-mental/protocolos-da-raps/9192-transtorno-de-panico/file>. Acesso em: 10 Jan. 2022

SOCIEDADE BRASILEIRA DE CLÍNICA MÉDICA. Conheça quais são os sintomas e as complicações da síndrome do pânico. 2008. Disponível em: <https://www.sbcm.org.br/v2/index.php/not%C3%ADcias/715-sp-154165736>. Acesso em: 10 Jan. 2022

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