Infecção urinária: conheça as causas e os sinais da condição

Doença acomete até 50% das mulheres entre 20 e 40 anos com vida sexual ativa, saiba como se prevenir

A infecção do trato urinário (ITU) é uma doença causada pela presença de micro-organismos no sistema urinário. A condição é caracterizada pela sensação de ardência ao urinar, vontade constante de ir ao banheiro e dores na região da bexiga. A patologia pode afetar pessoas de qualquer sexo, idade ou raça, mas é mais prevalente em mulheres. Apesar de ser um problema de saúde comum, ele pode ser evitado com a adoção de alguns hábitos preventivos no dia a dia.

A ITU é desencadeada pela presença de algum agente externo, como fungos e bactérias, sendo a causa mais frequente a bactéria Escherichia coli. Ela é comum no aparelho intestinal e importante para o processo de digestão no corpo humano, mas sua presença é nociva no trato urinário, ambiente normalmente estéril, livre de micro-organismos.

A infecção pode acontecer de três formas: ascendente, hematogênica e linfática. A primeira é a forma mais comum de ITU, quando há a ascensão dos agentes externos pela uretra, podendo atingir bexiga, ureteres e rins. A via hematogênica se caracteriza pela entrada dos micro-organismos nos rins pelo sangue. Por fim, a via linfática, mais rara, ocorre quando os agentes chegam aos rins pelos vasos linfáticos.

A maior incidência da ITU entre mulheres se dá em função de fatores anatômicos. A uretra feminina é mais curta que a masculina, além de estar mais próxima ao ânus, favorecendo a passagem das bactérias que vivem no intestino humano para o trato urinário.

 

Sintomas e fatores de risco

A infecção urinária pode gerar diversos sintomas, mas em alguns casos também pode se desenvolver de forma assintomática. Confira alguns sinais típicos da doença:

  • Dor ou ardência ao urinar;
  • Incontinência urinária;
  • Eliminação escassa de urina a cada ida ao banheiro;
  • Vontade urgente de urinar;
  • Aumento da frequência urinária;
  • Alteração de aparência ou odor na urina, como turbidez ou cheiro forte;
  • Dores abdominais e lombares;
  • Febre e calafrios;
  • Em casos mais graves, presença de sangue na urina.

O risco de infecção é maior após uma relação sexual, uma vez que durante o ato a uretra naturalmente sofre microtraumas, tornando-se suscetível à ação de bactérias. O quadro também é comum durante a menopausa, devido à redução das taxas de estrógeno, hormônio que ajuda na proteção do trato urinário.

Pessoas com diabetes, especialmente os quadros não controlados, também têm maior risco de desenvolver a ITU, em função das mudanças causadas pelas taxas de açúcar elevadas no organismo. Para os homens acima dos 50 anos, o crescimento da próstata e a retenção urinária também podem desencadear a infecção.

 

Diagnóstico

O diagnóstico da infecção urinária é realizado por meio de exames clínicos e laboratoriais. O médico vai analisar os sintomas relatados pelo paciente e pode indicar exames como o de urina. Esse teste aponta sinais de uma possível infecção, como presença de leucócitos, hemácias e nitritos, sendo o último um indicador da ação de agentes bacterianos.

Outra forma de teste é a urocultura, na qual uma pequena amostra de urina é colocada em um meio de cultura propício para a reprodução bacteriana. Se as bactérias crescerem e formarem uma colônia no meio de cultura, é sinal de que o paciente apresenta a ITU. Nesse caso, em seguida é feito o antibiograma, que determina o antibiótico mais adequado para o tratamento.

Além disso, pode ser que o médico indique exames de imagem para o paciente. Nesse caso, o procedimento busca identificar anormalidades e problemas no trato urinário que possam facilitar o desenvolvimento da ITU, observando outras possíveis complicações.

 

Tratamento e prevenção

A maneira como a ITU se manifesta é o que vai definir como será feito o tratamento. Em casos mais leves, o próprio organismo consegue expulsar o agente invasor naturalmente, em um processo que costuma levar em torno de 48 horas. Nas infecções mais severas, normalmente é feito o uso de antibióticos, que são receitados conforme o tipo de bactéria detectada no exame laboratorial.

Vale lembrar que a infecção urinária, apesar de comum, é um problema que pode ser evitado com a adoção de hábitos simples. Confira os principais:

  • Manter a boa hidratação, para garantir a eliminação das bactérias da uretra e da bexiga pela urina;
  • Não prender ou segurar o xixi: vá ao banheiro sempre que sentir vontade de urinar;
  • Urinar após as relações sexuais, o que favorece a eliminação das bactérias no trato urinário;
  • Higiene pessoal: mantenha a limpeza das partes íntimas e, após evacuar, passe o papel higiênico de frente para trás;
  • Evitar roupas íntimas que retenham calor e umidade, que propiciam o crescimento das bactérias;

O mais importante é respeitar os hábitos preventivos e procurar orientação médica ao observar qualquer sinal de ITU. A demora no tratamento da infecção prolonga os sintomas e o sofrimento do paciente, além de aumentar o risco de infecções mais graves e sistêmicas, acometendo outros órgãos.

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