Métodos anticoncepcionais para você se prevenir da gravidez indesejada

As pessoas que têm vida sexual ativa e que não desejam ter filhos de imediato precisam conhecer os métodos contraceptivos disponíveis e se prevenirem da gravidez indesejada. Seja por falta de informação, negligência ou irresponsabilidade, muitas pessoas (incluindo grande número de adolescentes) se tornam pais e mães sem que haja planejamento.

Para evitar uma surpresa como essa, apresentamos oito formas de evitar a gravidez indesejada. Vale chamar a atenção que alguns métodos não previnem a transmissão de doenças sexualmente transmissíveis.

  1. Pílula

A pílula anticoncepcional é feita a partir de estrogênio e progesterona, dois hormônios que são produzidos pelo próprio corpo. Tomada diariamente, sempre no mesmo horário, ela impede a ovulação e dificulta a passagem de espermatozoides para o interior do útero.

  1. DIU de cobre ou hormonal (Dispositivo intrauterino)

Este é um dispositivo de metal, no caso do DIU de cobre, e de plástico no caso do DIU hormonal, introduzido no útero por um médico, podendo permanecer no corpo da mulher por até 12 anos (DIU de cobre) e até 6 meses (DIU hormonal). A ação do DIU de cobre no organismo é impedir a fixação do ovo no útero e diminuir a eficácia dos espermatozoides e a ação do DIU hormonal além de impedir a fixação do ovo no útero, dificulta as ovulações

Existem contra indicações relativas e absolutas referente ao DIU, a avaliação de cada caso individualmente pelo médico é fundamental.

  1. Método hormonal implantável

Pequena cápsula que contém o hormônio etonogestrel. Impede a liberação do óvulo, além de alterar a secreção do colo do útero. Existem implantes com duração de seis meses, um ano e até três anos.

  1. Método hormonal adesivo

Fórmula combinada de dois hormônios: progestogênio e estrogênio que são liberados na circulação de forma contínua por sete dias. O primeiro adesivo deve ser colocado no primeiro dia da menstruação.

  1. Anticoncepcional injetável

Trata-se de uma solução oleosa hormonal injetada obrigatoriamente nas nádegas. Os hormônios são liberados no corpo mais lentamente que a pílula diária. A diferença está na praticidade e na redução dos efeitos colaterais no estômago.

  1. Diafragma

Método de barreira móvel, o diafragma pode ser colocado e retirado da vagina pela própria mulher. Constituído em látex, ele deve ser introduzido duas horas antes da relação sexual e retirado entre quatro e seis horas após o ato sexual, sendo que a sua utilização é combinada à aplicação de gel espermicida. Lembre de lavá-lo após o uso com água e sabão. O diafragma tem uma vida útil aproximada de dois anos.

  1. Preservativos

Os preservativos (disponíveis nas versões feminina e masculina) são métodos que, ao mesmo tempo que impedem a gravidez, também previnem a transmissão de doenças, como AIDS, sífilis e HPV.

Nunca se deve usar mais de um preservativo masculino de uma vez, e o seu descarte deve ser feito logo após a relação sexual. Também não se deve usar os preservativos feminino e masculino simultaneamente, uma vez que o atrito entre eles pode provocar ruptura por onde o esperma pode extravasar .

O preservativo feminino, pode ser colocado até oito horas antes do ato sexual e deve ser imediatamente retirado após a saída do pênis. Para retirá-lo basta segurar as bordas do anel externo, torcer o preservativo levemente e retirá-lo delicadamente.

  1. Pílula do dia seguinte

Este é um medicamento utilizado como mecanismo de emergência nos casos em que não houve uso de outro método antes ou durante a relação, ou, ainda, se tiver ocorrido algum acidente, como o rompimento do preservativo.

Portanto, não se deve recorrer à pílula do dia seguinte com frequência, mesmo porque a taxa de hormônios é alta, correspondendo a oito pílulas de uso diário. Elas funcionam retardando a ovulação e consequentemente dificultando a gestação. Sua eficácia, porém, é menor se comparada aos outros métodos.

  1. Minipílula e injeção trimestral

O Ministério da Saúde oferece dois métodos contraceptivos para mulheres que estão amamentando, podendo ser introduzidos seis semanas após o parto: a minipílula e a injeção trimestral.

Quando a prolactina (hormônio que estimula a produção de leite na mulher) é combinada à progesterona (hormônio que prepara o organismo para a fecundação), cria-se uma barreira que impede nova gravidez durante a amamentação.

  1. Métodos definitivos

Trata-se da vasectomia nos homens e da ligadura das trompas de Falópio nas mulheres. Ambos os procedimentos impedem a união entre espermatozoides e óvulos. Requer-se que haja um intervalo mínimo de 60 dias entre a decisão de fazer a cirurgia e a sua execução, de modo que a pessoa possa refletir com calma a respeito dessa importante escolha. A vasectomia é uma cirurgia mais simples que a ligadura de trompas, ela pode ser feita em ambulatório e utiliza-se anestesia local.

Recomendamos, contudo, que você consulte o seu médico, ginecologista no caso das mulheres, clínico geral ou urologista, no caso dos homens, a fim de receber as orientações necessárias e identificar o método que melhor se adequa a você e ao seu estilo de vida.

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