Semana de Vacinação nas Américas: você está em dia com a imunização?

Campanha da Organização Pan-Americana da Saúde (OPAS) reforça a importância da cobertura vacinal para a saúde pública

Entre os dias 22 e 29 de abril, a Organização Pan-Americana da Saúde (OPAS) celebra a 21ª Semana de Vacinação nas Américas. A campanha envolve diferentes países e territórios das Américas e tem como objetivo conscientizar sobre a importância do uso de vacinas para proteger pessoas de todas as idades contra doenças evitáveis. Todos os anos, milhões de vidas são salvas pela imunização, técnica amplamente reconhecida como uma das intervenções de saúde mais bem-sucedidas e econômicas na história da medicina.

Devido ao cenário da pandemia da Covid-19 e da subvacinação em diversos países nos últimos anos, a campanha se tornou ainda mais importante. A OPAS aponta que, atualmente, quase 20 milhões de crianças em todo o mundo ainda não são vacinadas ou não possuem a cobertura adequada. Como consequência, foram registrados vários surtos de sarampo, difteria, coqueluche e outras doenças preveníveis nos últimos dois anos.

Em 2023, o tema da campanha é “Vacinas Funcionam Para Todos”, destacando como as vacinas, assim como as pessoas que trabalham no seu desenvolvimento, estão agindo para cuidar e proteger a saúde de todas as pessoas, em todos os lugares. A imunização foi responsável por erradicar diversas doenças no mundo, como a varíola, além de já ter zerado casos de enfermidades como sarampo e poliomielite no Brasil.

No entanto, a baixa cobertura vacinal é causa de preocupação para a saúde pública brasileira. Em 2018, o país voltou a registrar casos de sarampo, além de apresentar taxas baixas de proteção contra a rubéola e a poliomielite. Segundo levantamento mais recente do Ministério da Saúde, mais de 300 municípios no Brasil possuem menos de 50% da população vacinada contra paralisia infantil. De 2017 para 2020, a imunização contra a BCG também caiu mais de 40%.

Apesar de todos esses imunizantes serem disponibilizados pelo Sistema Único de Saúde (SUS), a disseminação de notícias falsas e a popularização de movimentos antivacinas foram algumas das causas para que o Brasil regredisse no controle de certas enfermidades. O cenário aponta para a importância de se reforçar a conscientização sobre as vacinas, sobretudo em um país que, ao longo dos anos, se tornou referência internacional com o maior programa de vacinação do mundo, o Programa Nacional de Imunizações (PNI).

 

O que é a imunização?

A imunização é um processo que a pessoa se torna imune ou resistente a uma doença infecciosa, normalmente feita pela aplicação de uma vacina. A técnica estimula o sistema imunológico a proteger a pessoa contra infecções ou doenças posteriores, evitando incapacitações e óbitos preveníveis. A lista inclui doenças como difteria, hepatite B, sarampo, rotavírus, pneumococo, rubéola, febre amarela, entre outras. A OPAS estima que, graças à cobertura contínua da vacina contra essas patologias, mais de 24 milhões de mortes podem ter sido evitadas no mundo entre 2011 e 2020.

Vale ressaltar que ter boa higiene, saneamento e água potável não dispensa a necessidade de se vacinar. Ainda que esses fatores ajudem a proteger contra infecções e problemas de saúde diversos, muitos deles podem se propagar da mesma forma, ocasionando quadros infecciosos e até a morte.

 

As vacinas são seguras?

Sim, as vacinas são seguras. Passam por testes rigorosos ao longo das diversas fases de ensaios clínicos e por avaliações regulares no decorrer de sua comercialização.

A maioria das reações adversas relacionadas às vacinas são leves e temporárias. Na ocorrência de algum efeito colateral mais grave e incomum, os casos são registrados e investigados de imediato. É muito mais frequente sofrer lesões graves ou sequelas permanentes por uma doença ou infecção do que por uma vacina. A poliomielite, por exemplo, pode causar paralisia, enquanto o sarampo pode levar à encefalite e à cegueira. Por isso, os benefícios da imunização superam amplamente os riscos, levando em conta que haveria muitas outras doenças e mortes sem a proteção vacinal.

Além da vacinação contribuir significativamente para a proteção individual, evita a propagação em massa de enfermidades que podem causar a morte ou complicações graves, que comprometem a qualidade de vida e a saúde das pessoas infectadas. A vacinação em massa reduz consideravelmente o número de pessoas suscetíveis à infecção. Assim, o vírus não consegue encontrar vetores suficientes para circular, ficando mais fácil de ser contido e controlado.

Para isso, é fundamental desenvolver estratégias de recuperação dos índices de cobertura vacinal, sobretudo com a garantia da sua oferta para a população de forma contínua, não apenas em períodos de campanha. Nesse sentido, também é essencial a atuação dos profissionais da área médica para manter os pacientes bem informados e estimulados a essa prática de saúde, destacando os efeitos e os benefícios da proteção vacinal para todas as pessoas.

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